Quem se lembra da 1ª Edição do NOSSO JORNAL, em outubro de 1995? Nessa página, você pode conhecer as primeiras reportagens, ver as imagens das páginas, sentir um pouco do nascimento da Folha Comunitária de Abaeté.
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Um jornal ético, imparcial e democrático, que promova a integração de toda a comunidade, independente de nossas diferentes classes socais, idades, sexos, escolaridades, partidos políticos ou religiões. Com este propósito nasce o NOSSO JORNAL, publicação que pretende ser a “voz da comunidade e das comunidades de Abaeté”, como define Frei Carlos Josaphat (pág. 2), incentivando o exercício de nossa cidadania, conforme conclamação do prefeito, Dr. Carlos Valadares (pág. 5)
Queremos fazer deste jornal o nosso meio de comunicação, nosso instrumento de luta, expressão e questionamentos. A idéia é imprimirmos nestas páginas a essência da vida da comunidade. Não só a vida política, econômica, histórica, cultural e esportiva, mas principalmente, a vida de cada um de nós, nossos sonhos, buscas, conflitos e questões existenciais. O NOSSO JORNAL nasce para valorizar a vida, as idéias e o trabalho de nossa gente. Como o trabalho desenvolvido pela catequista Marta Corgozinho e a paróquia, junto às crianças do bairro São João, na Cantina do Garoto (foto).
Dentro desta proposta, apresentamos hoje uma idéia do que poderemos fazer. Ainda há muito o que melhorar. Para isso, precisamos de você. De suas idéias, de sua participação, sua assinatura, seu patrocínio. Com a sua parceria, esperamos, já no próximo número, imprimir 16 páginas para, em poucos meses, atingirmos 20 páginas. Participe! O sucesso do NOSSO JORNAL só depende de você!
Editorial
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O NOSSO JORNAl nasce no mês da criança como o mais novo filho desta terra. Fruto de um parto difícil e de uma gestação arriscada - as possibilidades de aborto foram muitas, pela deficiência de energia financeira. Mas o nosso bebê nasce forte (e bonito!), graças ao apoio dos educadores, estudantes, profissionais liberais, colaboradores, amigos e, principalmente, dos nossos patrocinadores que, apesar da crise recessiva alardeada por todo o país, se dispuseram a investir num projeto sócio-cultural-educativo para o município.
Um projeto humanitário. O NOSSO JORNAL nasce para promover o homem em suas buscas, sonhos e realizações. Nasce para promover a vida, o amor e a liberdade de expressão. Nossa tônica será sempre a solidariedade e o respeito ao próximo (mesmo que discordemos completamente de suas idéias). Contrariando a tendência sensacionalista da imprensa nacional, queremos despontar como a “estação terminal das notícias ruins”, que não levam a nada, só promovem a humilhação e a destruição do homem.
Nosso desafio é construir. Equilibrar. Provocar questionamentos para despertar idéias, consciências e valores. Promover a integração. Somos uma comunidade, embora pensemos de forma diferente. O NOSSO JORNAL está aberto a todas as correntes de pensamento. Aos adeptos de todas as religiões, todos os partidos políticos, todas as profissões e classes sociais. A todas as pessoas empenhadas na construção de uma nova sociedade, mais participativa, mais justa, mais humana. Porque, às vésperas do terceito milênio, o momento é de transformação, de construção do futuro. Chega de lamentos, comodismos e omissões. A hora é de trabalhar!
Um Presente de Natal Temporão
O NOSSO JORNAL só foi concretizado, porque encontramos aqui pessoas comprometidas com o progresso da cidade, que se sensibilizaram com a idéia de investir num projeto cultural, social e educativo para nossa gente... O engenheiro Chelinho, Cici (Viação Sertaneja), o Professor Ari (Livraria Parnaso), Zé Lúcio, Heleno e Kéu (Macal), Professor Nilson (CNEC-Promove), Silvestre (Padaria Nicoli), Professor Roberto (Number One), Carlos (Coca-Cola e Café Dorense), Jafet e Alvimar (Casa Jafet), Fernando e Rosa (Ciclo Esportes), Élio Romualdo (Mercabrás), Gúia, Branco, Tito e Leco (Organização Irmãos Ferreira), Dinho e Geraldinho (Padaria Marina), Luiz do Tião Viuvaldo (Posto Líder) e Edmundiho (Imaginarium) despontam como verdadeiros Papais-Noel do nosso Natal Temporão.
A eles, nós agradecemos este presente, que pode transformar o que era o sonho de um pequeno grupo de pessoas num sonho coletivo. O sonho de nos organizarmos em uma comunidade de respeito, ajuda mútua, integração e fraternidade. Que este investimento cultural e educativo se reverta em aumento de vendas, de matrículas, de projetos de engenharia. E que cada um de nós faça a sua parte, para que a semente do Nosso Jornal possa germinar numa árvore frondosa, com muitos frutos. Este é um desafio para você também.
A primeira Carta
“Querida Christianíssima.
Sua mensagem me encheu de entusiasmo. Aqui vai uma primeira reação. Acho tudo certíssimo. Bem sonhado. Bem pensado. Bem bolado. Agora é tudo fazermos para que a Cidade Menina mostre que ela é também uma fada. E ajuda mesmo as pequeninas e os pequeninos corajosos.
Vou começar por lhe dizer umas coisas que trago no coração. Creio, creio mesmo que a salvação do país está no interior, vem do interior. É o coração. A fonte e a reserva de vida. As cidades médias e pequenas do país ainda são humanas. Reagem aos apelos. São susceptíveis de virarem e viverem como comunidades. Decerto, que isso é possível em BH. Mas precisamente na medida em que a gente consiga atingir e organizar comunidades. O anonimato é a morte. A massa é o cemitério do anonimato.
Por isso, creio e espero em Abaeté. E amo cordial e profundamente a Cidade Menina. Pelo que ela é. Pelo que pode ser como modelo. Para acordar as cidades irmãs de nossos sertão. Havemos de buscar resolver os problemas da comunidade através da comunidade. E juntar as comunidades. Acordar as regiões e delas fazer tecidos de comunidades.
O NOSSO JORNAL procurará (de início!) ser a voz da comunidade e das comunidades de Abaeté. Depois jogará para o ar suas anteninhas regionais. Politicamente, o Brasil tem de ir no sentindo das eleições distritais e regionais. Permitir ao povo conhecer e julgar seus representantes. Através de comunidades, do espírito e do empreendimento comunitário, o povo tem que se afirmar e se salvar como povo. Iniciativas comunitárias. Esportivas. Artísticas. Caritativas. Mutirões. Cooperativas. Tudo o que é força organizada no sentido do fazer, do sonhar, do cantar.
E mais. Cristo lançou Sua Igreja como uma rede de comunidades. Não como uma massa anônima. Porque nos criou para viver como gente. Como uma família que se compreende. Que se une. Que sonha e briga juntos para que o Amor tenha a primeira e a última palavra. Acho o seu plano excelente para largar a bola. Espero ser mais do que torcida apaixonada.”
Frei Carlos Josaphat op. (de São Paulo/SP)
Cantina do Garoto: alimento para o estômago e o espírito (Pág. 03)
Numa tarde 93, Frei Patrício e a catequista Marta Corgozinho Campos visitavam os moradores do bairro São João, quando chegaram a um barraco de pau-a-pique, onde não cabia sequer um colchão estendido no chão de terra batida. Ali morava dona “Coleta”, uma senhora que mal tinha o que comer e vestir, mas não escondia a alegria de viver, numa fé viva e resplandescente. “Deus tira os dentes, mas abre a guela”, costumava dizer, explicando que, se não tinha o agasalho, não lhe faltavam forças para suportar o frio. “Depois desta visita, Frei Patrício decidiu fundar aqui no bairro a Cantina do Garoto, onde ofereceríamos almoço e jantar às crinças carentes, como um chamarisco para estarmos mais próximos de seus problemas e ajudá-las a enfrentar com fé e dignidade o dia-a-dia difícil”, conta Marta, a presidente da casa.
E a rotina vivida pelos garotos e garotas da região não parece ser mesmo muito fácil. Das 70 crianças que costumavam frequentar a Cantina, dez agora estão trabalhando em carvoeiras do Mato Grosso e Goiás com a família, a maioria fora da escola. “Outros problemas que elas enfrentam são a prostituição e o alcoolismo em casa, além do desmantelamento da família, quando o pai ou a mãe deixam o lar para morar com outra pessoa”, explica a catequista, que já levou tijolada na canela ao separar briga de meninos e se viu muitas vezes sem ação, ao surpreender cenas de sexo entre os garotos e entre eles e os animais.
“Também enfrentamos aqui foi a cola de sapateiro, que alguns meninos cheiravam a ponto de causar intoxicação do fígado”, lembra Marta.
Mas quem visita a Cantina do Garoto tem a impressão de que todos estes problemas já ficaram para trás. O que predomina ali é um ambiente de alegria, carinho, respeito e solidariedade. “Agora, isto aqui é um céu”, concorda Marta. Para manter esta harmonia, ela promove reuniões períodicas com as mães e sempre discute com as crianças questões como sexo, drogas e o amor ao próximo. “O nosso objetivo é preparar as crianças para a vida. É um trabalho muito gostoso, onde eu aprendi e cresci muito”, reconhece Marta. Já as crianças respondem em coro que adoram a Cantina, um dos melhores presentes que já receberam na vida.
Foi um presente de Natal. A Cantina do garoto nasceu como um pequeno refeitório dia 25 de dezembro de 93. Hoje, ela funciona numa construção financiada pelos católicos holandeses, numa área de 3,6 mil metros quadrados, na Baixada. Além do refeitório mantido pelo dízimo, doações de comerciantes e entidades filantrópicas, a casa abriga a Capela de Santos Reis, onde são realizados cultos às sextas-feiras e missas uma vez por mês, e cursos de costura, bordado, pintura, tricô e crochê. “Agora estamos na expectativa de conseguirmos do Rotary Clube Internacional e da Maçonaria uma oficina de marcenaria para os meninos”, conta Marta. Abraçada às crianças, ela se emociona ao confessar: “Isso aqui é a minha segunda família.”
Em nome da garotada
“Em dezembro de 93, surgiu uma das melhores coisas no bairro São João. Um refeitório simples, humilde, mas cheio de bondade. Pois frei Patrício, Marta e as pessoas da comunidade, com seus corações bondosos, foram quem nos deram alimento, carinho e até educação. Hoje, com a ajuda de muitas pessoas fazendo leilões, bingos e, principalmente, com a contribuição de Frei Jorge e seus parentes da Holanda, o simples refeitório foi transformado na Cantina do Garoto e na Capela de Santos reis. É lá que saboreamos a comida gostosa feita pela cozinheira Tereza. É lá também que participamos de cultos todas as sextas-feiras e assistimos missas celebradas pelo nosso querido Frei Patrício.
Hoje, não sentimos mais ser crianças carentes e abandonadas. Pos temos o lugar onde alimentamos todos os dias, em hora certa. E temos também carinho, amor e dedicação, recebidos da querida Marta, Frei Patrício, tia Nilza e de muitas pessoas da comunidade. Na Cantina do Garoto, temos também aula de costura, pintura, bordado etc., tudo dado pela tia Nilza. E além de tudo isso, a cantina irá progredir mais e mais, isto é, se soubermos nos comportar com todas essas pessoas bondosas. Pois eu sei que somos uma turnimha bagundeira e levada, mas prometemos ser bons, para ter sempre este lar aberto. Agradeço e deixo um beijo para tia Marta, a heroína, Frei Patrício, o herói e tia Nilza, a mestra.”
Texto: Vicente de Paulo, aluno e residenciário da Cantina do Garoto (10 anos, aluno da 4ª série da Escola Municipal Chico Cirilo)
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A Primeira entrevista:
Prefeito conclama a população a exercer sua cidadania (Pág 05)
“Quem produz leite e grão passa fome, e Abaeté está passando fome.” O desabafo é do prefeito municipal, Dr. Carlos Geraldo Valadares, ao receber as estudantes Ana Míriam e Laura Oliveira, do 2º ano de Contabilidade, para fazer um comentário sobre o projeto de Reforma Tributária do governo. O comentário acabou virando uma contundente entrevista, onde o prefeito critica a distribuição do ISCM ("o imposto mais injusto e concentrador de renda que eu já vi”), apresenta propostas para modificá-lo e dispara uma verdadeira metralhadora giratória contra seus antecessores (“os prefeitos que me antecederam não se preocuparam com a sonegação”), o jogo de interesses da Câmara Municipal (“cada vereador, desde o primeiro dia em que toma posse, só pensa na eleição futura”) e a patia da população (“o cidadão não quer saber o porquê das coisas”). Decidido a combater o alto indíce de 60%¨de sonegação na cidade, Dr. Carlos avisa aos contribuintes inadimplentes: "Estou mandando uma carta de advertência. depois vai outra mais pesada. Estudo até a possibilidade de executar.” E conclama a população a exercer a sua cidadania: “Se o povo colaborasse e exigisse mais, tudo ficaria muito mais fácil”, conclui.
O senhor é favorável à proposta de Reforma Tributária enviada ao Congresso pelo Governo Federal?
A proposta é tímida, mas pelo menos, é um princípio de mudança. E eu sou a favor de tudo o que é mudança. Agora, acho que ela não vai resolver o problema, precisava de algo mais profundo. Além disso, temo que a Reforma Tributária vá atingir sensivelmente a Federação porque querer diminuir os recursos dos municípios e dos estados. Isso vai ficar centralizador, o governo federal vai deter todos os recursos e nós, prefeitos, vamos ter que ficar pedindo, pedindo, pedindo... ao passo que seria muito mais justo haver a distruibuição de acordo com o ônus. Se querem municipalizar, então tem que municipalizar e não federalizar os recursos.
O que poderia ser acrescentado ao projeto, na sua opinião?
Vou vitar como exemplo o ICMS de MG, o imposto mais injusto e concentrador de renda que eu já vi. Como presidente da Associação de Municípios do Alto São Francisco, a Amasf, temos um projeto para mudar o critério de distribuição do ICMS e já conseguimos, inclusive, sensibilizar o governador nesta campanha pela equidade no imposto. É o seguinte: a Constituição Estadual de 88 estabelece que 75% do ICMS voltam para o município qu o gerou e a destinação dos outros 25% seria regulamentada por uma lei complementar. Só que até hoje a Assembléia Legislativa não elaborou esta lei. Então os 100% do ICMS estão voltando para o município gerador. Com isso, 12 ou 14 cidades de Minas detém 85% do ICMS, enquanto o restante não recebe nada. O critério hoje é tão injusto, tão aberrante...seria como se imposto de Abaeté arrecadado aqui na praça da Prefeitura, que é um centro, só pudesse ser gasto aqui. Como ficaria a periferia, que não tem nem condição de pagar o imposto?
Qual é a proposta da Amasf?
O que a Amasf propôs foi o seguinte: dar mais para quem tem menos e menos para quem tem mais. Queremos que, na distribuição desses 25%, fossem levados em consideração a área dos municípios, a população, a produtividade. Se é que querem acabar com a fome... Querem acabar com a fome, mas a comissão do Betinho não tem nenhum membro do Ministério da Agricultura. O que acaba com a fome é a produção. Com o ICMS, os municípios poderiam desenvolver a sua agricultura. Pela proposta da Amasf, nenhum município receberia menos de R$ 15 mil por mês. A reforma tributária tem que gerar uma melhor distribuição de renda, justamente para acabar com as desigualdades sociais.
Aqui em Abaeté, o que vai mudar com a Reforma Tribuutária? A cidade será beneficiada ou prejudicada?
Quem produz leite e grão passa fome, e Abaeté está passando fome. Eu recebi, no último dia 19, 17 mil reais de ICSM; Morada Nova recebeu 30 mil. Pompéu recebeu 30. O que é que há? Abaeté é mais pobre que Morada Nova? Não. Abaeté sonega mais que Morada Nova. Os prefeitos não se preocuparam com isso. Quando eu saí da prefeitura em 1982, nós participávamos do bolo do ICMS em 0,101 %. Agora, em 95, estamos participando com 0,047%, menos da metade. Neste ano, já vamos para 0,058%, houve um crescimento. Mas o que é isso? É porque não se cobrava imposto, todo mundo funcionava na ilegalidade e ninguém dizia nada: era trailler pra tudo quanto é lado, eram os bares fazendo concorrência ilegal com o outro... Entre 60 e 70% do comércio de Abaeté é ilegal. Nas outras cidades, isso não acontece assim. Nós estamos devagar apertando o cerco. Começamos com o ISS. O Banco do Brasil deve ISS à Prefeitura e nunca pagava. Os carreteiros de leite não pagavam. Nós pegamos de cima para baixo e, através do ISS em cascata, você vai pegando outro, para ir chegando no ICMS. A população precisa de uma mudança de mentalidade. Nem 60 % do povo de Abaeté pagaram o IPTU.
O que o povo deve fazer para evitar o desvio de verbas e coibir a sonegação?
Em primeiro lugar, pagar impostos. Aqui deveria ter, como nos EUA, uma contribuição, uma porcentagem da multa para quem denunciasse os sonegadores, para que cada cidadão exercesse a cidadania, nem que fosse por dinheiro. Para evitar o desvio de verba, o povo tem que pagar imposto, fiscalizar e olhar. Vocês perguntaram aos seus irmãos como é a merenda escolar no recreio? Perguntaram a alguém que a trabalha na saúde como é o atendimento na saúde? Vocês não sabem! O cidadão não sabe o que se passa! O cidadão não quer saber o porquê das coisas. As Câmaras Municipais ficam lá, num jogo de interesses; cada vereador, desde o primeiro dia em que toma posse, só pensa na eleição futura. Os prefeitos quando tomam posse, ficam pensando na eleição: “eu quero é fazer meu sucessor”. Eu acho que não, acho que o sucessor é consequência: se você trabalha bem, você automaticamente vai fazer seu sucessor. Você tem que trabalhar e trabalhar bem. Precisa acabar com esse negócio de clientelismo, fazer as coisas para A, B ou C. Não, é preciso fazer para o povo. Eu costumo dizer isso, as pessoas falam: você então não se importa em perder votos. Não, voto que conta no dedo, eu não importo mesmo... Agora, importa mesmo fazer alguma coisa que atenda o povo.
O governo é um bom administrador de recursos?
Acho que sim, mas a pergunta é: “o cidadão é um bom fiscal dos recursos públicos?” A cidadania é isso. Vocês tem que fiscalizar, vocês tem de denunciar, têm de não aceitar. Acho que o governo é um bom administrador, agora precisava saber se o cidadão é bom fiscal bom contribuinte. Vocês, por exemplo, não sabem que a Prefeitura distribui diariamente 200 litros de leite para as crianças recém-nascidas, as nutrizes e gestantes em risco de gestação... Vocês sabiam que já doamos quase 1500 óculos, num programa que custa para a prefeitura quatro ou cinco mil reais por mês? É esse imposto que eu choro, que eu cobro. Estou mandando uma carta para todo contribuinte em débito com advertência. Depois vai outra mais pesada. Quem não saldar sua dívida, vai ser inscrito na dívida ativa. E estudo até a possibilidade de executar. É lógico que você vai executar os maiores, porque tem muita gente que não paga porque não dá conta. De qualquer forma, se o povo colaborasse e exigisse mais, ficaria tudo mais fácil.
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A cada ano, no Brasil, cerca de seis milhões de pessoas perdem o direito de comemorar o Dia das Crianças. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, este foi o número de abortos induzidos realizados no país em 94. O Brasil é o campeão mundial de abortos, crime que, no mundo inteiro, alcança a estatística anual de 40 milhões. E, se depender da disposição da maioria das mulheres reunidas na Conferência Mundial de Pequim (China), no mês passado, em pouco tempo o aborto poderá ser praticado em qualquer hospital público ou privado do mundo, como uma cirurgia de rotina.
As pessoas emprenhas na luta pela legalização do aborto alegam, dentre outras coisas, que não há vida humana no feto. Mas está provado cientificamente que a vida começa no exato momento da fecundação. Com sete dias, fecundado o óvulo, já nasce para a vida um ser novo, único e irrepetível. Duas semanas depois, o coração começa a funcionar e entram em processo de formação os olhos, a coluna vertebral, o cérebro, pulmões, estômago, fígado e rins. Com 42 dias, todos os órgãos estão completos, inclusive o cérebro. Na oitava semana, o bebê já consegue agarrar com as mãos e tem as impressões digitais. Com três meses, todos os sistemas funcionam, ele sente a dor e está totalmente formado, pronto para crescer. Só não consegue gritar e brigar pela vida.
Extrair o filho do ventre materno é crime contra um ser sem defesa. A mulher é dona de seu corpo, mas não do seu filho. No Brasil, o aborto vem sendo realizado por leigos de forma bárbara, com incidência alarmante de sequelas, como perfuração do útero, da bexiga, dos intestinos, infecções muitas vezes fatais, devido ao uso de materiais não esterelizados e por incontroláveis hemorragias. Infelizmente, o aborto também é ralizado por profissionais da saúde, principalmente médicos, em clínicas de alto luxo, as chamadas trambiclínicas.
Aborto é violência diante das leis morais que regem a vida, uma irresponsabilidade não só da mulher, mas do pai que não assume o filho e a induz a isso; do patrão, que despede a funcionária grávida; do médico, que fica rico com esta prática; da “curiosa” ou “fazedeira de anjo”, que também se beneficia do ato.
Antes de se pensar em legalizar o aborto, por que não educar a população para o planejamento dos filhos em bases de responsabilidade? Infelizmente, há muita desinformação, há muita omissão também com a saúde da mulher e falta de proteção à maternidade e à infância.
A solução é a educação sexual dos jovens (e também dos adultos), é colocar o aborto como questão social e de saúde pública, e que todas as mulheres tenham acesso aos diversos métodos anticoncepcionais e possam fazer suas escolhas. Por fim, vale lembrar que a vida não nos pertence, e sim ao poder divino.
PS: No tempo que você gastou para ler este artigo, 24 crianças foram abortadas no Brasil.
Controle sua Pressão Arterial
Você tem dificuldades para enfrentar as tarefas do seu dia-a-dia? É daquelas pessoas que mantém por muito tempo problemas emocionais não resolvidos e fazem “montanhas de grãos de areia”? Fuma, bebe, não se alimenta, nem repousa corretamente ou faz esforços corporais exagerados? Se algumas ou todas as suas respostas forem afirmativas, saiba que você é um forte candidato à Hipertensão Arterial ou Pressão Alta, um desequilíbrio que pode provocar desde dor de cabeça, perda de memória, insônia, zumbido no ouvido, vertigens, até hemorragias nasais, cerebrais, paralisias, insuficiências cardíacas etc.
A Hipertensão Arterial é o aumento transitório ou permanente da pressão do sangue nas artérias, que fica acima da média normal, entre 12 e 14 (máximas) e 6,5 e 9 (mínimas). Você sabe por que a pressão aumenta numa situação de conflito? É que, nestas sistuações, produzimos uma excitação, que é mantida pelo sistema circulatório, na expectativa de que seja eventualmente transformada em açao. Quando isso acontece, o excesso de energia é esgotado, e a pressão cai para o nível normal. Mas se preferimos refugiar-nos numa atitude superficial, reprimindo a ação, não descarregamos a energia gerada, ficando com a pressão alta. Esta postura pode culminar até mesmo num infarto do coração, ou seja, “o sistema pode explodir”.
Por outro lado, a Hipertensão pode ser controlada para sempre com mudanças nos hábitos, estilos de vida e alimentação. Uma boa dica é um regime à base de legumes, verduras e frutas. De vez em quando, você pode fazer também a cura de frutas, passando um dia comendo somente pêras ou maças. Ou melancias e frutas ácidas. Use alho e limão. Suprima o sal, o café, o fumo, o álcool e carne e porco. Ande, nade, faça repouso físico, mental e não descuide do lazer.
Fale sobre suas dificuldades, seus desejos e sentimentos, não guarde mágoas e rancores. Perdoe e ponha pra fora sua energia, seu amor. Coloque em prática aquilo que sua imaginação cria, traduzindo idéias em ação, integrando vontade e pensamento, canalizando o poder criador do pensamento para superar a inércia e quebrar bloqueios. Por fim, adote como novo modelo de pensamento: “Liberto-me do passado com alegria. Estou em paz.”



