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Causos Essa é de Lavras!!!
Causo da edição de maio de 2008, enviada pelo assinante e amigo Sílvio Lucas Pereira, de Belo Horizonte.
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Causos A caçada
Este causo quem me contou foi o saudoso Sr. Mário Lima, há muitos anos...
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Causos Os enterros de antigamente
O Dia dos Mortos, neste mês de novembro, faz a gente lembrar como eram
os velórios de antigamente na zona rural. Pra começar, não tinha
funerária em Abaeté...
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Causos A jibóia
Todos os dias, tio Olavo ia pescar no Rio São Francisco, no Paredão. Um dia, ele estava pescando e pegando muitos peixes. Mas, quando olhou para a vasilha de iscas, viu que elas já tinham acabado. “Justo agora que estou pegando muito”, pensou.
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Causos O homem de palavra
Antigamente, o homem achava que sua palavra valia documento. Quando
fazia uma dívida, um fio de cabelo de sua barba era documento. Quando
pagava essa dívida, o pegava de volta. Hoje, ainda existem algumas
pessoas assim.
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Causos A pinga
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Causos Carona
Aquele motorista do caminhão leiteiro afundava o pé no acelerador do veículo, doido para chegar na usina, descarregar o leite e ir descansar. Seu ajudante, com problemas gastro-intestinais, não foi trabalhar e seus braços estavam doloridos de tanto descer e subir os latões de leite. Para completar, a fiscalização do DER não lhe dava tréguas. Os fiscais estavam de olho nos motoristas dos caminhões que carregavam passageiros. A multa era “braba”. Como em algumas regiões não havia ônibus regulares, o pessoal apelava, como único recurso, para aquele perigoso transporte alternativo. Senhoras idosas, crianças, velhos, até grávidas vinham empoleirados em latões de leite...
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Causos A super caçada
Meu cunhado Otaviano (Tavinho) tocava um serviço de carvoaria em João
Pinheiro e morava com minha irmã, Ivone, num rancho bem próximo aos
fornos. Certo dia, Ivone chamou o marido dizendo que não tinham mistura
nenhuma para o jantar. Tavinho vestiu um paletó de brim, bem parecido
com um sobretudo, pegou sua espingarda, uma lanterna e saiu dizendo...
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Causos Eu sou mesmo diferente
Eu faço carroça, o Sinhô Carro
Eu gosto de laranja, o Zé Limão
Eu gosto de laranja azeda, o Tião Doce...
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Causos Retrato de meio corpo
Vocês se lembram do meu primo, aquele da receita controlada? Pois é. Para facilitar o tratamento de sua mulher, ele se mudou para a cidade. Como precisava trabalhar, conseguiu emprego como auxiliar do Aníbal retratista. ..
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Causos Recenseamento
Em minha vida juventude, estando certa época desempregado, fui
convidado por um amigo a arrumar um emprego temporário. Topei a parada,
pretendendo ganhar alguns trocados. Era época de recenseamento. Fiz o
teste e fui aprovado...
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Causos Caipirês
Certa vez, fui intimado a trabalhar como jurado, em um Júri Popular, no Fórum de Abaeté. Era uma tentativa de homicídio. Durante um jogo de cartas, no povoado de Patos, um cidadão esfaqueou o outro. O Juiz, novato, vindo da capital, estranhou o linguajar do pessoal envolvido no crime, o idioma sertanejo, o “caipirês”...
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Causos Porque caminhoneiro não tem lucro
Nos meus 50 anos de estrada, venho percebendo que o que acaba com o lucro do caminhoneiro é a letra P...
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Causos A receita controlada
Há uns 50 anos atrás, aqui em Abaeté só tinha três médicos. Um deles
era o Dr. Amador, proprietário da Fazenda da Grama. Ele costumava
passar todos os finais de semana nesta fazenda. ...
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Causos A porta giratória
O causo da roça deste mês tem tudo a ver com a Credioeste, nosso
tradicional banco do produtor rural, o banco do fazendeiro, que vem
crescendo e se desenvolvendo cada dia mais. Recentemente, a Credioeste
ganhou uma boa reforma, com uma rampa na entrada e uma porta giratória.
Na praça e nas fazendas, surgiu um comentário:
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Causos A malandragem do Zé Pequeno
Zé Pequeno era um grande fazendeiro da região de Vau das Flores. Ele
tinha muitas amizades por ser uma ótima pessoa e também pelo seu jeito
brincalhão. Com aquelas brincadeiras, ele sempre costumava ajeitar o
seu lado...
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Causos Mais uma do seu Orozimbo
Depois que financiou o Jeep, por volta de 1964, seu Orozimbo Leandro
acabou se tornando cliente da agência de Dores do Indaiá do Banco do
Brasil. O fiscal do Banco, Seu Joel, todo ano ia até sua fazenda, na
Serra do Palmital, fazer a fiscalização do Jeep, do financiamento, das
garantias. E ele sempre voltava com um caso do Orozimbo com o Jeep.
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Causos Esse seu Orozimbo!
Seu Orozimbo Leandro era um fazendeiro desses bem tradicionais da
região, simpático, bom de presença, bom pagador. Por volta de 1964, o
Banco do Brasil criou uma linha de crédito para financiar Jeeps.
Naquele tempo, a agência mais perto era em Dores do Indaiá, onde eu e o
Ataíde trabalhávamos. O sonho do Orozimbo era ter um Jeep. Como era
todo desajeitado com papel, chamou um sobrinho, o Elias Porcino, para
cuidar da documentação para ele...
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Causos Sítio Bicué
Veja um pouco da história do Sítio Bicué, em forma de causo.
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Causos Truco de Zoológico
Há algum tempo, assisti no Paredão um Torneio de Truco, organizado pelo Valdemar Leão, com as seguintes duplas...
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Causos Incêndio no Braquiarão
No ano passado, dois empresários chegaram à cidade de Morada Nova de
Minas à procura do escritório Veragro, com o planejamento de comprar
dois mil alqueires de terras e formar invernada, para recriar bois da
raça Nelore para exortação. Dentro de poucos dias, o negócio foi
fechado. Os empresários ficaram felizes com a compra das terras,
porque, além de serem de boa qualidade, elas estavam todas formadas de
braquiarão. Eles receberam as terras e fecharam um acordo, deixando-as
reservadas um ano para reforçar a pastagem...
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Causos O dia em que enfrentei seis onças e uma cascavél
Há uns 15 anos, eu fui caçador de animais silvestres. Gostava muito de
caçar na região do Galheiro, onde tinha muita onça, muita anta e uma
gameleira gigante, de 10 metros de roda, com raízes de até dois metros
de altura. Ali, eu colocava a espingarda calibre 22 já manobrada no
ponto de atirar, levava 22 cachorros de caça e deitava sossegado, numa
cama improvisada entre duas raízes, só pensando na batalha com as
pintadas no outro dia...
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Causos Gato Misterioso em Paineiras
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Causos Zé do Quinzinho
Quem não conheceu Zé do Quinzinho provavelmente não morou ou viveu em
Abaeté. Ele foi uma das pessoas mais populares que viveram em nossa
cidade. Caridoso, prestativo, tinha dezenas de compadres e afilhados...
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Causos Flávio dos Melosos
Há muitos anos, nossa cidade recebia, de quando em vez, a visita dos
afamados Circos de Cavalinhos, ora Circos de Touradas, e eram armados
onde é a nossa linda Praça Dr. Canuto, que se chamava Praça do
Cruzeiro. Apareceu um Circo de Tourada e a sua armação durava vários
dias e para lá iam os nossos meninos para brincar nas arquibancadas de
tábua, pulando, subindo e descendo os degraus, naquela “danação” de
alegria própria dos garotos.
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Causos O caçador
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Causos Valentia
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em setembro de 2002.
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Causos De paineiras sai cada uma
Um dia, um rapaz de nome José saiu de Paineiras e foi para Beagá servir
na Aeronáutica. Seu sonho era ser piloto. Depois de servir um certo
tempo, chegou o dia tão esperado: pilotar pela primeira vez...
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Causos O grande caçador
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Causos O K-Suco do Balena
Há pouco tempo, o Balena foi convidado para ser festeiro na Capelinha
de Santa Luzia, na rota de Abaeté para Santa Cruz. Na véspera da festa,
ficou sabendo que a turma daquela região gostava muito de k-suco de
groselha com biscoito de queijo...
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Causos Edmundo Lobato e seu passeio de moto
Veja o causo de Sizínio Alberto Filho, publicada da edição de dezembro de 2000.
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Causos O Chato
Causo de Herculano de Sousa, publicado em julho de 1998.
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Causos Na pensão...
Crônica de Herculano Vanderli de Souza, publicada em maio de 1999.
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Causos Alma Penada
Certa noite, voltando de minha roça, em um Fiat 147 todo escangalhado,
tive um pneu furado. Troquei-o no escuro, tarefa das mais ingratas.
Poucos quilômetros adiante, quase em frente à porteira da fazenda
Bandeira, do Dr. Aloísio, tive outro pneu furado. Como eu só tinha um
sobressalente, o jeito foi abandonar o veículo e acabar de chegar a pé. (Leia mais)
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Causos Hotelzinho Suspeito
Causo de Herculano Vanderli de Souza.
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Causos O pagode
Causo de Herculano de Souza.
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Causos Sintomas de pobreza
Causos de Fernando Soares Assis.
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Causos Testamento de Judas
As novas gerações podem não se lembrar, mas uma grande tradição de
Abaeté sempre foi a “Queima de Judas”, durante a Semana Santa. E nosso
saudoso e querido Professor Lídio Lucas Pereira sempre era escolhido
para ser o orador da cerimônia, o que fazia com gosto e criatividade,
provocando boas gargalhadas entre o público presente. Nesta edição, o
Nosso Jornal transcreve o “Testamento de Judas” escrito e declamado em
março de 1989, numa homenagem ao grande Mestre.
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Causos Profissões
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Causos Os causos do Baiano
Causo de Herculano de Souza
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Causos Historinhas do dia-a-dia
Certa noite, o Lução estava pilotando um Jeep de sua propriedade. Como havia bebido umas a mais do seu
currículo, jogou o veículo em um buraco aberto pelos funcionários da
Copasa, recém-instalada em Abaeté, em frente ao prédio da antiga Companhia Telefônica. No dia seguinte, o Lução estava contabilizando os prejuízos, quando um curioso falou...(Leia mais)
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Causos É verdade que...
Só para descontrair, crônica-causo de Herculano de Souza.
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Causos Historinhas do cotidiano
Para descontrair...
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Causos Tadinho dos pobres II
Causo de Herculano Souza, publicado em maio de 1997.
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Causos O Carro do Estêvão
O Estêvão, pai do Henriquinho, tinha um carro de praça. Um Ford bem
mais novo do que os antigos Fords de bigode, que tinham capota de pano.
Só pegavam, só funcionavam o motor depois de uma ginástica danada, que
dava muito trabalho. O automóvel do Estêvão já era um modelo mais novo,
com capota de lata ou não sei de que material...
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Causos Tadinho dos pobres
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em março de 1997.
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Causos A folia dos pinguços
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em fevereiro de 1997.
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Causos Ovos, mexerica e...
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em novembro de 1996.
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Causos José Barata Peixe
Um causo sobre Zé Barata, por Herculano Vanderli de Sousa, publicado em outubro de 1996.
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Causos A Artista
Quando o Dr. Ildeu Alves de Souza chegou, recém-formado a esta cidade,
ele era moço, alto, bonitão, mas já bilhete corrido, isto é, casado,
mais ou menos como o Dr. Rubens hoje. Aconteceu que, um certo dia,
houve uma briga na zona boêmia. Duas moças entraram em tapas, chutes e
pancadas pelos motivos comuns, isto é, ciúme...
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Causos Assombração vira guarda noturno lá nas Paineiras
Naqueles bons tempos, na querida Paineiras, quase me doutorei em
Assombração. Meu Mestre, tio Antônio Pio, vai dando as aulas sobre
coisas do outro mundo, no local mesmo onde casos acontecem. É aqui,
dentro de sua loja de secos e molhados, bem instalada, é claro, para
servir a freguesia. Sobre o balcão, vejam a balança que mexe sozinha.
De noite, sem mais aquela, garrafas de vinho dão de cair das
prateleiras. E se esborracham, espalhando no chão uma mancha vermelha.
Estou de olho. Antes, porém, que arremate minhas investigações, o
mestre intervém. Tudo entra no normal. Óculos na ponta do nariz, ele se
põe a ler o volumoso e ilustrado Manual de Magia Negra. Figuras bem
pretas mostram o ritual das invocações e as aparições, que as
acompanham na certa. Cruz credo, grita quem tem coragem de olhar até o
fim...
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Causos Abaeté - Terra dos Josés
Mais um causo da terra dos Josés!
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Causos O enterro do Eugênio
Tudo pode acontecer no funeral de um indigente....
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Causos A surpresa do Amador
A volta dos “pracinhas” brasileiros ao nosso país, após a II Guerra
Mundial, foi comemorada por todos com grande entusiasmo. E não foi
diferente cá em Abaeté. A casa do “seu” Antônio Cordeiro, o nosso
saudoso Tonico Sarrita, nos primeiros dias após a chegada do
conterrâneo Inácio Cordeiro, estava sempre cheia de pessoas de todas as
classes, principalmente grupos de estudantes, que, curiosamente,
queriam ver e entrevistar o “pracinha” que retornara da terra...
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Causos Coitado do Zé
Causo de um leitor tímido, que enviou, por carta anônima, esta
simples homenagem aos Sem-terras pacíficos, humildes e bem
intencionados.
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Causos Calinda e Helena Silva
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Causos O intelectual
Naqueles idos tempos aqui em Abaeté, existia gente de toda espécie:
ricos, intelectuais, inteligentes e abastados. Por outro lado, havia os
menos afortunados, iletrados, analfabetos mesmo. Sem terem a
oportunidade de estudar, se avaliam da bravura, eram valentes e
corajosos. Entre os primeiros, tínhamos um professor respeitadíssimo,
vaidoso: só andava de gravata, paletó, jaquetão até mesmo com uma flor
na lapela e uma bengala lustrosa, com ponta de prata, símbolo de
prosperidade...
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Causos Tatu galinha
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Causos É macho ou fêmea?
Causo de Gerson Lopes, publicado em fevereiro de 1996.
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Causos Tonho da Farinha Podre e a Televisão
Causo de Lúcia Maria Pereira de Andrade, sobre o Tonho da Farinha Podre, uma pessoa muito popular e querida na nossa cidade.
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Causos Rico, por quê Rico?
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Causo da edição de maio de 2008, enviada pelo assinante e amigo Sílvio Lucas Pereira, de Belo Horizonte.
Este causo quem me contou foi o saudoso Sr. Mário Lima, há muitos anos...
O Dia dos Mortos, neste mês de novembro, faz a gente lembrar como eram
os velórios de antigamente na zona rural. Pra começar, não tinha
funerária em Abaeté...
Todos os dias, tio Olavo ia pescar no Rio São Francisco, no Paredão. Um dia, ele estava pescando e pegando muitos peixes. Mas, quando olhou para a vasilha de iscas, viu que elas já tinham acabado. “Justo agora que estou pegando muito”, pensou.
Antigamente, o homem achava que sua palavra valia documento. Quando
fazia uma dívida, um fio de cabelo de sua barba era documento. Quando
pagava essa dívida, o pegava de volta. Hoje, ainda existem algumas
pessoas assim.
Aquele motorista do caminhão leiteiro afundava o pé no acelerador do veículo, doido para chegar na usina, descarregar o leite e ir descansar. Seu ajudante, com problemas gastro-intestinais, não foi trabalhar e seus braços estavam doloridos de tanto descer e subir os latões de leite. Para completar, a fiscalização do DER não lhe dava tréguas. Os fiscais estavam de olho nos motoristas dos caminhões que carregavam passageiros. A multa era “braba”. Como em algumas regiões não havia ônibus regulares, o pessoal apelava, como único recurso, para aquele perigoso transporte alternativo. Senhoras idosas, crianças, velhos, até grávidas vinham empoleirados em latões de leite...
Meu cunhado Otaviano (Tavinho) tocava um serviço de carvoaria em João
Pinheiro e morava com minha irmã, Ivone, num rancho bem próximo aos
fornos. Certo dia, Ivone chamou o marido dizendo que não tinham mistura
nenhuma para o jantar. Tavinho vestiu um paletó de brim, bem parecido
com um sobretudo, pegou sua espingarda, uma lanterna e saiu dizendo...
Eu faço carroça, o Sinhô Carro
Eu gosto de laranja, o Zé Limão
Eu gosto de laranja azeda, o Tião Doce...
Vocês se lembram do meu primo, aquele da receita controlada? Pois é. Para facilitar o tratamento de sua mulher, ele se mudou para a cidade. Como precisava trabalhar, conseguiu emprego como auxiliar do Aníbal retratista. ..
Em minha vida juventude, estando certa época desempregado, fui
convidado por um amigo a arrumar um emprego temporário. Topei a parada,
pretendendo ganhar alguns trocados. Era época de recenseamento. Fiz o
teste e fui aprovado...
Certa vez, fui intimado a trabalhar como jurado, em um Júri Popular, no Fórum de Abaeté. Era uma tentativa de homicídio. Durante um jogo de cartas, no povoado de Patos, um cidadão esfaqueou o outro. O Juiz, novato, vindo da capital, estranhou o linguajar do pessoal envolvido no crime, o idioma sertanejo, o “caipirês”...
Nos meus 50 anos de estrada, venho percebendo que o que acaba com o lucro do caminhoneiro é a letra P...
Há uns 50 anos atrás, aqui em Abaeté só tinha três médicos. Um deles
era o Dr. Amador, proprietário da Fazenda da Grama. Ele costumava
passar todos os finais de semana nesta fazenda. ...
O causo da roça deste mês tem tudo a ver com a Credioeste, nosso
tradicional banco do produtor rural, o banco do fazendeiro, que vem
crescendo e se desenvolvendo cada dia mais. Recentemente, a Credioeste
ganhou uma boa reforma, com uma rampa na entrada e uma porta giratória.
Na praça e nas fazendas, surgiu um comentário:
Zé Pequeno era um grande fazendeiro da região de Vau das Flores. Ele
tinha muitas amizades por ser uma ótima pessoa e também pelo seu jeito
brincalhão. Com aquelas brincadeiras, ele sempre costumava ajeitar o
seu lado...
Depois que financiou o Jeep, por volta de 1964, seu Orozimbo Leandro
acabou se tornando cliente da agência de Dores do Indaiá do Banco do
Brasil. O fiscal do Banco, Seu Joel, todo ano ia até sua fazenda, na
Serra do Palmital, fazer a fiscalização do Jeep, do financiamento, das
garantias. E ele sempre voltava com um caso do Orozimbo com o Jeep.
Seu Orozimbo Leandro era um fazendeiro desses bem tradicionais da
região, simpático, bom de presença, bom pagador. Por volta de 1964, o
Banco do Brasil criou uma linha de crédito para financiar Jeeps.
Naquele tempo, a agência mais perto era em Dores do Indaiá, onde eu e o
Ataíde trabalhávamos. O sonho do Orozimbo era ter um Jeep. Como era
todo desajeitado com papel, chamou um sobrinho, o Elias Porcino, para
cuidar da documentação para ele...
Veja um pouco da história do Sítio Bicué, em forma de causo.
Há algum tempo, assisti no Paredão um Torneio de Truco, organizado pelo Valdemar Leão, com as seguintes duplas...
No ano passado, dois empresários chegaram à cidade de Morada Nova de
Minas à procura do escritório Veragro, com o planejamento de comprar
dois mil alqueires de terras e formar invernada, para recriar bois da
raça Nelore para exortação. Dentro de poucos dias, o negócio foi
fechado. Os empresários ficaram felizes com a compra das terras,
porque, além de serem de boa qualidade, elas estavam todas formadas de
braquiarão. Eles receberam as terras e fecharam um acordo, deixando-as
reservadas um ano para reforçar a pastagem...
Há uns 15 anos, eu fui caçador de animais silvestres. Gostava muito de
caçar na região do Galheiro, onde tinha muita onça, muita anta e uma
gameleira gigante, de 10 metros de roda, com raízes de até dois metros
de altura. Ali, eu colocava a espingarda calibre 22 já manobrada no
ponto de atirar, levava 22 cachorros de caça e deitava sossegado, numa
cama improvisada entre duas raízes, só pensando na batalha com as
pintadas no outro dia...
Quem não conheceu Zé do Quinzinho provavelmente não morou ou viveu em
Abaeté. Ele foi uma das pessoas mais populares que viveram em nossa
cidade. Caridoso, prestativo, tinha dezenas de compadres e afilhados...
Há muitos anos, nossa cidade recebia, de quando em vez, a visita dos
afamados Circos de Cavalinhos, ora Circos de Touradas, e eram armados
onde é a nossa linda Praça Dr. Canuto, que se chamava Praça do
Cruzeiro. Apareceu um Circo de Tourada e a sua armação durava vários
dias e para lá iam os nossos meninos para brincar nas arquibancadas de
tábua, pulando, subindo e descendo os degraus, naquela “danação” de
alegria própria dos garotos.
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em setembro de 2002.
Um dia, um rapaz de nome José saiu de Paineiras e foi para Beagá servir
na Aeronáutica. Seu sonho era ser piloto. Depois de servir um certo
tempo, chegou o dia tão esperado: pilotar pela primeira vez...
Há pouco tempo, o Balena foi convidado para ser festeiro na Capelinha
de Santa Luzia, na rota de Abaeté para Santa Cruz. Na véspera da festa,
ficou sabendo que a turma daquela região gostava muito de k-suco de
groselha com biscoito de queijo...
Veja o causo de Sizínio Alberto Filho, publicada da edição de dezembro de 2000.
Causo de Herculano de Sousa, publicado em julho de 1998.
Crônica de Herculano Vanderli de Souza, publicada em maio de 1999.
Certa noite, voltando de minha roça, em um Fiat 147 todo escangalhado,
tive um pneu furado. Troquei-o no escuro, tarefa das mais ingratas.
Poucos quilômetros adiante, quase em frente à porteira da fazenda
Bandeira, do Dr. Aloísio, tive outro pneu furado. Como eu só tinha um
sobressalente, o jeito foi abandonar o veículo e acabar de chegar a pé. (Leia mais)
Causo de Herculano Vanderli de Souza.
Causo de Herculano de Souza.
Causos de Fernando Soares Assis.
As novas gerações podem não se lembrar, mas uma grande tradição de
Abaeté sempre foi a “Queima de Judas”, durante a Semana Santa. E nosso
saudoso e querido Professor Lídio Lucas Pereira sempre era escolhido
para ser o orador da cerimônia, o que fazia com gosto e criatividade,
provocando boas gargalhadas entre o público presente. Nesta edição, o
Nosso Jornal transcreve o “Testamento de Judas” escrito e declamado em
março de 1989, numa homenagem ao grande Mestre.
Causo de Herculano de Souza
Certa noite, o Lução estava pilotando um Jeep de sua propriedade. Como havia bebido umas a mais do seu
currículo, jogou o veículo em um buraco aberto pelos funcionários da
Copasa, recém-instalada em Abaeté, em frente ao prédio da antiga Companhia Telefônica. No dia seguinte, o Lução estava contabilizando os prejuízos, quando um curioso falou...(Leia mais)
Só para descontrair, crônica-causo de Herculano de Souza.
Para descontrair...
Causo de Herculano Souza, publicado em maio de 1997.
O Estêvão, pai do Henriquinho, tinha um carro de praça. Um Ford bem
mais novo do que os antigos Fords de bigode, que tinham capota de pano.
Só pegavam, só funcionavam o motor depois de uma ginástica danada, que
dava muito trabalho. O automóvel do Estêvão já era um modelo mais novo,
com capota de lata ou não sei de que material...
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em março de 1997.
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em fevereiro de 1997.
Causo de Herculano Vanderli de Souza, publicado em novembro de 1996.
Um causo sobre Zé Barata, por Herculano Vanderli de Sousa, publicado em outubro de 1996.
Quando o Dr. Ildeu Alves de Souza chegou, recém-formado a esta cidade,
ele era moço, alto, bonitão, mas já bilhete corrido, isto é, casado,
mais ou menos como o Dr. Rubens hoje. Aconteceu que, um certo dia,
houve uma briga na zona boêmia. Duas moças entraram em tapas, chutes e
pancadas pelos motivos comuns, isto é, ciúme...
Naqueles bons tempos, na querida Paineiras, quase me doutorei em
Assombração. Meu Mestre, tio Antônio Pio, vai dando as aulas sobre
coisas do outro mundo, no local mesmo onde casos acontecem. É aqui,
dentro de sua loja de secos e molhados, bem instalada, é claro, para
servir a freguesia. Sobre o balcão, vejam a balança que mexe sozinha.
De noite, sem mais aquela, garrafas de vinho dão de cair das
prateleiras. E se esborracham, espalhando no chão uma mancha vermelha.
Estou de olho. Antes, porém, que arremate minhas investigações, o
mestre intervém. Tudo entra no normal. Óculos na ponta do nariz, ele se
põe a ler o volumoso e ilustrado Manual de Magia Negra. Figuras bem
pretas mostram o ritual das invocações e as aparições, que as
acompanham na certa. Cruz credo, grita quem tem coragem de olhar até o
fim...
Mais um causo da terra dos Josés!
Tudo pode acontecer no funeral de um indigente....
A volta dos “pracinhas” brasileiros ao nosso país, após a II Guerra
Mundial, foi comemorada por todos com grande entusiasmo. E não foi
diferente cá em Abaeté. A casa do “seu” Antônio Cordeiro, o nosso
saudoso Tonico Sarrita, nos primeiros dias após a chegada do
conterrâneo Inácio Cordeiro, estava sempre cheia de pessoas de todas as
classes, principalmente grupos de estudantes, que, curiosamente,
queriam ver e entrevistar o “pracinha” que retornara da terra...
Causo de um leitor tímido, que enviou, por carta anônima, esta
simples homenagem aos Sem-terras pacíficos, humildes e bem
intencionados.
Naqueles idos tempos aqui em Abaeté, existia gente de toda espécie:
ricos, intelectuais, inteligentes e abastados. Por outro lado, havia os
menos afortunados, iletrados, analfabetos mesmo. Sem terem a
oportunidade de estudar, se avaliam da bravura, eram valentes e
corajosos. Entre os primeiros, tínhamos um professor respeitadíssimo,
vaidoso: só andava de gravata, paletó, jaquetão até mesmo com uma flor
na lapela e uma bengala lustrosa, com ponta de prata, símbolo de
prosperidade...
Causo de Gerson Lopes, publicado em fevereiro de 1996.
Causo de Lúcia Maria Pereira de Andrade, sobre o Tonho da Farinha Podre, uma pessoa muito popular e querida na nossa cidade.