Em seu primeiro ano de atividades, o Projeto Semear, (projeto de horta comunitária do bairro São Pedro), já colhe bons frutos e apresenta bons resultados para as 50 famílas participantes e população abaeteense em geral.
Não é só a parte de geração de renda que ganha destaque no projeto, mas também, a mobilização da comunidade, o trabalho em família, a alimentação saudável, entre outros. "Temos vários depoimentos de famílias com as quais nós trabalhamos, de gente que largou o alcoolismo, que aprendeu a conviver com os filhos. O Psf também percebe que tinham famílias que não tinham como alimentar melhor, como diabéticos, hipertensos e que agora, com a horta, melhoraram sua alimentação", conta Adriana Maria de Moraes, assistente social, professora da Funedi-Uemg e supervisora do Projeto Semear.
A expectativa é expandir o projeto para outros bairros da cidade e buscar mais parceiros que se envolvam e abracem esta mesma causa. "O tempo todo vamos trabalhar com as famílias, através das visitas domiciliares, reuniões, acompanhamentos, encaminhamentos, atendimentos individuais e coletivos, então, é um trabalho que fazemos não só na horta, mas também com a comunidade. Pretendemos potencializar com a Prefeitura, Associação de bairros, para melhorar essa horta e aumentar para outros bairros, dependendo da vontade da comunidade abaeteense. A gente não quer só uma horta comunitária, mas, uma comunidade fortalecida", ressalta.
A partir desse mês, através de uma parceria com a CooperAbaerté, os diversos produtos produzidos pelas famílias, abobrinha, quiabo, jiló, cenoura, tomate, beterraba, couve, alface, almeirão, entre outros, serão comprados pela Cooperativa e revendidos para a comunidade abaeteense pelo mercado. Assim, além da geração de renda para essas pessoas, haverá o fornecimento de alimentos de qualidade, sem agrotóxicos para os consumidores.
Para o próximo ano, o projeto pretende continuar e inovar. "A partir do ano que vem, vamos fazer uma parceria com a Associação que atende na feirinha pra levar os produtos das famílias para lá, porque a gente vê que a comunidade de Abaeté quer comprar esses produtos e lá na feira eles ficarão mais visíveis", conta. Além disso, será trabalhada não só a questão da família, mas também dos jovens, oferecendo cursos de capacitação, palestras de orientação e preparação, entre outros, sempre buscando parcerias, a fim de fomentar ainda mais o projeto. "É uma satisfação ficar aqui na horta, fico o dia inteiro. Tem dias que a gente não precisa vir, mas eu venho porque distrái a gente", conta Orlando Pereira Barbosa, de 77 anos, que participa das atividades desde o início e diminuiu a bebida em sua vida graças ao envolvimento com a horta comunitária.
Quem quiser adquirir os produtos, pode encontrá-los na CooperAbaeté ou na própria horta com as famílias participantes, que ficam lá durante quase todo o dia, especialmente, aos sábados de manhã.




Versão para impressão